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Quando o por quê é forte, o como é fácil

Em algum momento de 2011 (sou péssimo com datas) eu queria muito mudar de vida.

Na época eu era gerente de uma agência digital e até ganhava bem.

Mas todos os dias quando saia pra almoçar, eu voltava frustrado pra trabalhar.

Por que?

Porque eu passava por um calçadão e via pessoas que estavam fazendo atividades físicas, ou passeando com o cachorro, ou brincando com os filhos… enfim. Eu via pessoas que NÃO estavam trabalhando no horário comercial… e eram bem de vida (Pelo local onde moravam, carros, roupas, cachorros…)

E eu olhava pra elas e as via como LIVRES.

Ao mesmo tempo que me via como ESCRAVO.

Obviamente eu ficava me perguntando – o que será que eles fazem?

E o mais importante – Como EU faço isso também?

Na época eu não fazia ideia de como chegar lá. De como ter uma vida diferente da tradicional.

Mas… eu queria MUITO mudar minha vida, ser livre e ter grana – afinal, dinheiro faz parte da liberdade.

E aquele desejo de mudar me motivava a ficar até tarde fuçando coisas na internet ou lendo livros em busca de respostas.

Na época não existia o marketing digital como hoje. O Conrado Adolpho falava algumas coisas, acho que o Érico estava surgindo… mas era tudo muito novo.

O engraçado é que eu estava tão desanimado no trabalho que qualquer um que olhasse pra mim diria que eu estava em depressão. Mas ao mesmo tempo, dentro de mim tinha uma vontade incontrolável de mudar e ser livre.

E aquela vontade me fez descobrir que tinha uns caras nos EUA que ganhavam a vida escrevendo. E ganhavam muita grana e eram livres. Eles eram chamados de copywriters.

Veja, eu nunca tinha escrito nada em minha vida e não gostava nem um pouco de escrever. Eu também não sabia inglês.

Porém, eu queria TANTO mudar, e queria tanto aquele estilo de vida, que eu peguei os livros dos caras e ia traduzindo pedaço por pedaço no google tradutor e ia lendo e aprendendo.

Foi fácil? Não.

(Não é fácil pra ninguém)

Foi rápido? Não.

(principalmente por que tentei descobrir tudo sozinho).

Mas, motivado pelo meu desejo eu consegui a liberdade (e a grana).

As vezes você quer muito fazer algo mas nem tenta por que não sabe COMO fazer, ou COMO chegar lá.

É preciso mudar o foco (Viu como foco é sempre importante?).

Você precisa focar no POR QUÊ.

No que lhe motiva.

Quando o por quê é forte, o como é fácil.

É aquele velho ditado: Quem quer, dá um jeito. Quem não quer, dá desculpa.

Quando você quer muito alguma coisa, as respostas aparecerão pra você e você será capaz de realizar.

O mais importante é sempre acreditar e manter acesa a chama do desejo ardente.

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Qual sua especialidade?

Hoje eu liguei o rádio e o Guns and Roses estava tocando pagode.

“Você sabe o que é caviar…”

Desliguei assustado.

– É sério isso?

Peguei meu celular, abri o instagram e lá estava Usain Bolt jogando futebol.

– Ok…

Deslizei um pouco mais e vi Michael Jordan jogando Beisebol.

– Só falta agora eu ligar a TV e não estarem falando sobre o Corona!

Mas pra minha “insurpresa”… eles estavam. E assim meu mundo voltou ao normal.

Enfim. Tudo isso me fez pensar numa coisa bastante importante pra você.

Sim, pra você.

Tirando a notícia do Guns, a de Michael e Usain foram verdadeiras…. e terminaram em pura decepção.

Depois de três títulos da NBA pelo Chicago Bulls, Michael Jordan largou o basquete pra jogar beisebol. E adivinha? Foi um desastre. Só durou uma temporada e ele era tão ruim que chegou a ser apelidado de “o pior do time” por ele mesmo.

Mas ele aprendeu a lição e voltou pro basquete, onde brilhou ainda mais do que antes.

Já o Usain Bolt, velocista campeão de tudo (monstro), decidiu jogar futebol. Sua carreira no esporte durou apenas 2 meses e ele nem chegou a assinar contrato.

“OK… mas por que isso é importante pra mim, Burno?” Você pergunta.

Porque podemos aprender muito com as histórias acima.

A grande lição aí é a seguinte:

Encontre UMA coisa em que você é bom e se especialize nisso até chegar no topo.

Se você quer seguir carreira como copywriter, foque em copy. Não perca tempo estudando tráfego, edição de vídeo, design, html…

Foco é poder.

Quer acelerar sua jornada ao topo?

Aumente o foco. Tenha uma especialidade dentro da especialidade.

Seja um copywriter especialista em 1 tipo de copy.

Não tente ser “o cara” que escreve tudo. Seja o email copywriter… ou o copywriter de facebook ads… ou o copywriter de landing pages.

Que mais poder e velocidade?

Seja o copywriter especialista em uma indústria.

Finanças, saúde, desenvolvimento pessoal…

Quanto mais nichado você for em seu serviço e na indústria, mais fácil será seu trabalho e mais resultados você será capaz de gerar.

Eu sei, pode parecer que ao fazer isso você vai perder clientes, ou que ninguém vai querer lhe contratar.

Mas a verdade é que ao nichar desse jeito você será capaz de trabalhar com os melhores clientes e gerar os maiores resultados.

Contra-intuitivo?

Claro que é.

O sucesso é contra-intuitivo.

Se não fosse, a grande maioria das pessoas do mundo teriam sucesso.

Foco é poder.

Quanto maior sua especialidade, maior seu poder, e maior seu pagamento no fim do mês.

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CTRL C + CTRL V dos Gurus

Esse é o retrato do marketing digital no Brasil hoje:

Um guru começa a fazer lives diárias de manhã. E lá vai todo mundo correr pra fazer também.

O guru criou um grupo no Telegram. Lá vai todo mundo correr pra criar também.

É mais ou menos como o GIF abaixo:

Eles acham que só por que o Guru está fazendo… está funcionando.

Ou que se está funcionando pro guru… vai funcionar pra eles também.

Grande engano.

O problema é que marketing é teste. E tudo que esses caras estão fazendo são testes.

Então se você simplesmente copia o que eles estão fazendo… só porque eles estão fazendo… sem saber os números… você pode estar copiando um ERRO.

Ou pode estar copiando uma estratégia de branding… esperando gerar vendas que nunca virão.

De qualquer forma, isso pode lhe custar mais caro do que você imagina.

Ou pode fazer você ficar rodando em círculos sem ter resultados… quebrando a cabeça se sentindo um merda sem saber por que aquilo não está funcionando pra você.

Não caia nessas armadilhas.

Muita gente é atraída pelo novo, e vive em busca da próxima nova estratégia, a próxima “sacada”… quando a maioria dos negócios de sucesso crescem por que focam nos fundamentos.

Por exemplo. Hoje instagram é a febre do momento.

Só que a cada dia essa rede vem diminuindo o alcance e o engajamento para seus usuários – obrigando-os a se tornarem escravos dela.

Está de uma forma que se você não fizer 100 stories, 10 postagens, e uma live – TODO DIA – Ou se não usar “hacks”… você só consegue atingir menos de 3% do seu público (que na verdade não são seus, são do Facebook).

É muito esforço pra pouco resultado.

Enquanto isso nós temos o “ultrapassado” email. Aquele canal que ninguém usa mais… mas que ainda traz o maior ROI da internet. E ele gera isso há mais de 40 anos. Ah, e você não precisa ser escravo do email pra fazer vendas com ele. Pelo contrário. Você escreve um bom email 1 vez, e ele gera vendas até por anos – automaticamente.

(Além disso, sua lista de leads é realmente sua)

E quando você olha para as empresas que mais ganham dinheiro – os que usam e abusam do marketing direto – eles coincidentemente usam o email como principal canal. Não instagram.

Não estou dizendo pra não usar o instagram, ou que os gurus estão todos errados. Estou dizendo pra você…

Focar nos Fundamentos

Pare um pouco de estudar o digital, e comece a estudar marketing direto. Aprenda as estratégias de aumento de faturamento que funcionaram 100 anos atrás, funcionam hoje e que vão funcionar pelos próximos 100 anos.

Fazendo isso você será capaz de gerar muito mais resultados para seus cientes e, consequentemente, para você.

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Como perder o cliente em 10 dias

Segunda-feira à noite. Você teve um dia desgastante mas agora está relaxando um pouco assistindo Netflix.

De repente, você sente um pequeno incômodo no peito.

Você muda de posição no sofá. Mas o incômodo continua.

5 minutos depois… piora.

Começa a doer.

Muito.

A dor aumenta de uma forma que fica até difícil respirar.

A essa altura bateu aquele friozinho por dentro deixando claro que tem algo errado acontecendo… e que você precisa fazer alguma coisa rápido.

Você avisa a seu companheiro(a). Juntos vocês partem pra urgência furando todos os sinais vermelhos da cidade (menos os que tem radar) até chegar no hospital.

Vocês entram correndo pela recepção e um médico vem lhe examinar. Mas antes que ele diga a primeira palavra, você fala:

“Doutor, estou enfartando. Rápido, prepare 100mg de citraton e me dê que vou aplicar em mim. Eu preciso me operar agora! Eu vi isso no google.”

Enquanto toda a equipe médica fica paralisada e com uma sobrancelha levantada sem entender o que está acontecendo, você corre e entra na sala de operação.

Lá você tira sua roupa, veste o avental de hospital (com bunda de fora) e deita na mesa cirúrgica.

Um enfermeiro vem tentar ajudar mas você dá um tapa na mão dele:

“Saia! não é assim que se faz. É assim…” Você diz enquanto se aplica uma anestesia.

Em seguida, você pega o bisturi e mesmo tremendo, começa a cortar o próprio peito.

Menos de 1 minto depois, você “inesperadamente” desmaia. E a menos que finalmente fosse atendido(a) por um médico, você morreria lindamente com toda sua sabedoria.

Essa situação parece familiar pra você?

É o que acontece todos os dias com milhares de clientes que tentam dizer aos especialistas o que fazer.

O cara contrata você como copywriter… mas quer que você escreva e faça o que ele diz.

Mas sabe o que acontece quando o cliente diz ao especialista o que fazer?

Isso:

Esse é o antes e o depois de Donatello Versace, uma designer de moda italiana.

Agora veja esse outro caso: 

O antes e depois de Jocelyn Wildenstein, uma socialite suiça.

O que essas pessoas tem em comum? 

Ambas disseram ao especialista o que fazer – ao invés de seguir as orientações do mesmo.

É isso que acontece quando você deixa seus clientes dizerem o que você deve fazer. Acaba um desastre. E quando isso acontece, você será o culpado (mesmo fazendo o que ele disse).

Veja,

Não é que os clientes façam isso por que são criaturas más (alguns até são). É simplesmente como funciona o ser humano. Principalmente, o ser humano empreendedor.

E é sua responsabilidade como copywriter, como freelancer, como especialista… assumir o controle e fazer o que tem que ser feito para salvar o cliente… caso contrário, você não vai longe nesse ramo.

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Síndrome do Copywriter impostor

Por toda minha vida eu me achei um merda.

Na escola, eu me achava um dos mais feios. Mesmo tendo algumas garotas olhando pra mim e demonstrando algum interesse… eu não me achava “bom” o suficiente pra elas.

Na faculdade? A mesma coisa. Na verdade, foi pior. Eu via caras mais “atléticos” que eu… com carros melhores que o meu… com melhores trabalhos que o meu (na época eu era empregado)…

…e tudo aquilo fazia eu me sentir mais merda do que na escola.

Quanto mais eu crescia, mais piorava.

Minha vida só começou a mudar quando descobri a razão disso acontecer.

Que por sinal, é a mesma causa da síndrome do impostor – problema muito comum de copywriters.

O que causa isso é a COMPARAÇÃO.

Mais especificamente, a comparação errada.

Eu me sentia um merda (e um impostor) porque ficava me comparando com outros que estavam bem acima de mim.

Eu via caras no facebook mostrando campanhas que venderam milhões e eu não me sentia qualificado pra vender meus serviços por que nunca tinha gerado uma campanha milionária antes.

O problema é que esses caras não começaram criando campanhas milionárias. Eles começaram de baixo e foram subindo aos poucos.

Mas lá estava eu… embaixo… me comparando com um cara no topo.

A verdade é que pra vender seus serviços e conseguir bons clientes de copy… você não precisa ser o número 1 em nada.

Não precisa de cursos ou certificações.

Não precisa nem ter gerado milhões em vendas.

Você só precisa fazer alguma coisa melhor que seu cliente. Só precisa ser capaz de ajudá-lo. No caso de um copywriter, você só precisa escrever textos que convertam melhor que os textos do cliente.

E… se você já leu bons livros e já estudou copy… você provavelmente vai escrever melhor que o cliente que nunca fez isso… e vai gerar bons resultados (ou pelo menos, melhores que o do cliente).

Claro que tem o medo de fazer errado. De gerar um prejuízo pro cliente. De “se queimar” no mercado.

Mas isso não acontece. Acredite.

Quantos copywriters queimados você conhece?

Até mesmo os pilantras que recebem o pagamento do cliente mas não entregam o trabalho… nem mesmo esses se queimam (infelizmente).

Mas e se a copy der errado?

Bem, então você é apenas uma pessoa normal. Por que ninguém acerta de primeira (especialmente em copy). Tudo que você precisa fazer é analisar o que deu certo, o que não deu, e ir melhorando seu trabalho.

Copy não e mágica.

É um processo de constante melhoria.

De erro e aprendizado.

A questão é que ninguém fica falando por aí de suas campanhas que foram um fracasso. Eles só falam das que venderam milhões. E a gente pensa que todas as campanhas deles são um sucesso… quando não são. 

Mesmo hoje, todos esses caras grandes ainda fazem campanhas que dão errado.

Por que?

Porque esse é o jogo dos negócios… e da vida.

E enquanto você não entender isso, nunca vai crescer como gostaria… e fazer as coisas que tanto sonha.

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Pitch mágico para vender qualquer serviço

Houve uma época em que trabalhei vendendo programas e serviços de alto ticket para uma das maiores empresas de desenvolvimento pessoal dos EUA.

Vendíamos ofertas de 3k até 25k – por telefone.

O engraçado é que eu sempre odiei vendas. E nunca me imaginei fazendo aquilo. 

Mas tudo mudou no dia em que tive um encontro inesperado com o vendedor da floresta e ele que me ensinou o pitch mágico para vender serviços.

Estranho?

Um dia eu estava caminhando pela mata ao lado do sítio de minha mãe, quando avistei alguém sentado no meio da floresta.

Apesar do susto (e do medo), fui me aproximando lentamente e vi que era um senhor de muita idade. Parecia ter uns 200 anos, pra falar a verdade. Ele estava sentado num tronco, curvado pra frente (ele er corcunda) e se apoiando numa espécie de cajado bem rústico.

“Senhor… Precisa de ajuda?” Gritei.

O velho respondeu com uma voz bem fraca: “rrrápido…. se aproxime… meu filho. (coff coff) temos… pouco tempo.”

“Pouco tempo pra que? O senhor está morrendo?” Perguntei.

“estou… mas antes preciso passar um antigo… segredo de vendas pra você… ou ele será perdido… pra toda a eternidade.” Respondeu o matusa.

“O senhor está bêbado?” Perguntei desconfiado.

“confie… em… mim… meu filho. chegue mais perto… e ouça com atenção… o que tenho a dizer.” Insistiu ele.

Olhei pra um lado, olhei pro outro… e como o senhor parecia inofensivo, me aproximei devagar e me sentei num tronco. De frente pra ele.

Apesar de muito sujo (e fedorento), ele tinha uma expressão serena de alguém bastante sábio (tipo Yoda). Ele começou a se curvar lentamente em minha direção, olhando no fundo dos meus olhos… e então ele me disse o pitch mágico para fechar vendas.

No momento em que ele começou a falar eu “arregalei meus olhos” sentindo o poder daquelas palavras.

Era apenas uma frase de 10 palavras. Simples, mas extremamente poderosa.

Era essa frase que eu usava em todas as ligações de vendas que fazia na empresa americana, e que permitia fechar vendas em inglês… mesmo eu falando o inglês do Joel Santana (Bafana Bafana).

Você gostaria de saber que pitch é esse?

Ou você está achando essa história… digamos… esquisita demais?

Veja,

Na época que estava trabalhando com vendas, eu gravava um podcast sobre vendas (que por sinal tem um excelente conteúdo e você pode ouvir nesse link) e muitas pessoas da área de serviços entravam em contato comigo perguntando sobre como montar um pitch de vendas matador.

E por mais que eu quisesse ajudar aquelas pessoas… e compartilhar meu pitch mágico com elas… eu não podia.

Por uma simples razão.

(Não, não foi por que o senhor da floresta me pediu para manter em segredo.)

A razão é por que: NÃO EXISTE um pitch de vendas matador! (ou mágico)

Vejo muitos copywriters, consultores, agências e profissionais de serviços em busca de um script ou pitch de vendas “supremo”, acreditando que basta repetir aquelas palavras mágicas para o cliente se encantar do outro lado do telefone e decidir fechar a venda.

Não me entenda mal.

Você deve sim desenvolver um bom pitch de vendas. Mas ele vai servir apenas para chamar a atenção do cliente (no máximo)… Nunca vai fechar a venda.

Por que cada venda é única. E deve ser fechada de acordo com as necessidades específicas de cada pessoa.

É por isso que um vendedor classe A – do tipo que fecha vendas de alto ticket – não fala mais do que 20% do tempo da conversa (e não usa um pitch). Ele apenas faz as perguntas certas e ouve. O clientes é quem fala, fala, fala…

…E a chave para fechar toda venda vai vir da boca do próprio cliente. Não do seu pitch.

Não existe mágica.

Existe apenas fazer perguntas, entender o que o cliente quer e precisa, e oferecer uma solução pra aquilo – de maneira autêntica e amigável.

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Oportunidade de trabalhar com Evaldo Albuquerque (da Agora)

O que eu ensino em meu livro sobre – Como conseguir grandes clientes de copy – é o mesmo processo que eu sigo para conseguir MEUS clientes de copy.

Uma vez, usando esse processo, eu estava em contato com um grande especialista em vendas do Canadá.

Enviei meu email “Cavalo de Tróia” com algumas ideias e ele respondeu no mesmo dia dizendo que estava impressionado, e que iria conversar com o time de marketing dele e me daria retorno.

Fiquei bem feliz pois não trabalho com qualquer um.

Ou eu busco trabalhar com pessoas/empresas que já sigo e admiro, ou pesquiso bastante sobre eles até admirá-los de alguma forma.

Esse especialista era alguém que eu admirava e que acreditava que iria gostar de trabalhar com ele.

*Lição rápida: É você quem deve escolher com quem trabalhar – ao invés de ser escolhido pelos clientes e o dinheiro deles

Bem, dias se passaram e não recebi resposta do cara.

Somente depois de quase 2 meses e vários emails de follow up… ele respondeu. E respondeu de forma bastante grosseira, dizendo que estava feliz com o copywriter dele e que eu deveria parar de entrar em contato.

Foi muito estranho. Eu realmente não esperava por aquele tipo de reação.

Na verdade nunca tinha acontecido antes.

Mas aconteceu.

Ok.

Tenho compartilhado gratuitamente meu livro (com meu sistema de aquisição de clientes) com algumas pessoas e semana passada recebi uma mensagem no whatsapp do William que me deixou bastante feliz.

Ele disse:

“Fala Bruno. Graças a seu livro eu tomei coragem pra falar com o mestre Evaldo Albuquerque. E adivinhe só? Vou fazer uma seleção pra fazer parte dos copywriters da Agora.”

Trabalhar na Agora é o sonho de muitos copywriters (não o meu) e espero do fundo do coração que William consiga.

Mas obviamente, pode ser que ele não consiga.

Da mesma forma que deu errado pra mim com o cara do Canadá.

O importante aqui é entender que a rejeição faz parte do processo. Todo mundo vai receber mais NÃO do que SIM na vida.

O segredo é não se apegar ao clientes com os quais você quer trabalhar. E, ao invés, se apegar ao processo (de conseguir clientes).

Se eu tivesse me apegado ao fato que o canadense me disse não, eu teria ficado realmente frustrado. E era muito fácil isso acontecer, por que eu queria muito trabalhar com ele (já que era alguém que eu admirava).

Da mesma forma, o William quer muito trabalhar com o Evaldo… mas ele pode receber um não.

Se ele se apegar ao não, ele vai sofrer.

Mas se ele se apegar ao processo… que deu certo e criou essa oportunidade… ele pode facilmente repetir isso e criar novas oportunidades com outros grandes clientes.

E cedo ou tarde, ele vai receber um SIM.

E apenas um SIM de um grande cliente pode mudar completamente sua vida e sua carreira de freelancer.

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Da depressão à excitação domingo à noite

Como é sua noite de domingo?

8 anos atrás, a essa hora… eu estava entrando numa profunda depressão.

Simplesmente por que no dia seguinte eu teria que acordar cedo e ir trabalhar na agência onde eu era gerente.

E naquele momento, eu odiava aquele emprego mais do que qualquer coisa.

O interessante é que, para muitos, era um emprego muito bom.

Eu ganhava 2 mil por mês, tinha uma certa liberdade, trabalhava com grandes e conhecidos clientes, era gerente…

…mas pra mim, eu só conseguia me sentir como um escravo (mas sem as chibatadas).

Já estava no meu limite.

Não apenas queria. Eu precisava trabalhar em algo que fosse meu, que seguisse os meus princípios e valores, que fosse no meu tempo.

Cheguei num ponto de desgosto onde eu parecia um zumbi na empresa, fazendo apenas o mínimo e só pensando em uma coisa:

“Quero ir pra casa”.

Por que eu não saía?

Não podia. Precisava do dinheiro e ainda não sabia o que fazer para trabalhar por conta própria.

Caramba, eu nem acreditava que podia empreender. 

Na minha cabeça, só empreendia quem nascia com o “dom” para os negócios.

Enfim. Ainda levei mais um ano naquele estado até decidir sair pra montar minha agência de um homem só (falei sobre isso num e-mail anterior).

Desde então, 7 anos se passaram e hoje escrevo esse e-mail com muito orgulho em dizer que estou excitado para chegar segunda de manhã.

Estou excitado pra fazer o que me excita.

(Vai parecer estranho mas…) Estou excitado para trabalhar com meus clientes.

Meu conselho de hoje?

Faça o que lhe excita.

Trabalhe com quem lhe excita.

Seja excitante.

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Feche mais clientes oferecendo menos

Há 7 anos, quando saí da agência que trabalhava, fui correr atrás de meus próprios clientes como se estivesse totalmente pronto pra isso.

Como gerente da agência digital, eu trabalhava com grandes clientes como a Vale, Governo do Estado, prefeitura, grandes construtoras, entre outros…

E eu achava que ia lidar numa boa com clientes menores, atendendo como freelancer.

Pobre Bruno.

Eu tinha bons contatos na agência, e fui em busca de ex-clientes deles inicialmente.

Pra que?

Pra burramente… Oferecer um serviço melhor, cobrando menos. Eu me vendi como se fosse, digamos… uma agência de um homem só!

Eu ganhava R$ 2.500 na agência onde trabalhava.

Fechei meu primeiro cliente de freelancer por R$ 350,00 mensal…

Mas eu estava feliz. Era o que importava pra mim. Eu acreditava naquilo. Sabia que todo começo é difícil. E segui com um sorriso no rosto.

Mas 3 meses depois, aquele sorriso tinha dado lugar a uma expressão que misturava desespero, infelicidade e incerteza.

Eu estava atolado de trabalho com o primeiro cliente.

O cliente não estava satisfeito.

Eu não estava satisfeito.

Pra piorar, eu não conseguia fechar novos clientes. Mas mesmo que conseguisse, quantas empresas eu conseguiria atender oferecendo tudo aquilo?

Foi quando comecei a me sentir um merda. Um incompetente. Um fracassado.

Não tinha mais dinheiro pra sair com a namorada. Pra comprar minhas coisas. Pra nada.

Foi muito mais difícil do que eu conseguia imaginar.

Mas foi também quando conheci o copywriting. E caí de cabeça naquilo.

Comecei estudando os livros clássicos americanos.

Coincidentemente, o Conrado Adolpho começou a falar sobre copy e logo lançou seu curso: Copy samurai.

Eu fiz. O curso era bonzinho. Mas eu estava mais ligado na comunidade.

Comecei a postar alguns textos sobre copy (baseados no que eu estava aprendendo nos livros) e logo consegui meu primeiro cliente… que me pagou R$ 1.200 por uma sequência de emails.

Aquilo foi um divisor de águas pra mim.

Eu estava cobrando 350 reais pra fazer o serviço de uma agência… E um cara tinha me pago 1.200 pra escrever 15 e-mails.

Foi quando aprendi que não era a quantidade de coisas que eu oferecida para os clientes que determinava meu preço… mas sim o valor que eu gerava.

A partir daquele momento, passei a buscar formas de aumentar meu valor, e reduzir minha entrega.

Hoje eu vejo o quanto isso é importante pra quem vende serviços.

Nosso tempo é limitado.

Precisamos estar sempre procurando formas de aumentar nosso valor e reduzir nossa entrega.

Obviamente isso não acontece da noite pro dia.

É um processo.

Houve um tempo que enjoei de copy e ofereci dezenas de serviços diferentes ligados a marketing digital (Facebook ads, design, construção de páginas, produção de vídeos…) em busca da combinação perfeita.

Mas no fim, acabei me encontrando com consultoria + email copywriting.

Em resumo.

Você não precisa oferecer tudo pro cliente. Você não precisa cuidar de todo o negócio do cliente. Descubra em que parte você atua melhor e foque só nela.

Procure o foco também dentro de seu serviço.

Só por que você escreve copy não significa que você precisa escrever todas as copys dos clientes.

Como disse, hoje eu foco apenas em email copywriting. E às vezes crio algumas peças de campanhas, algo que também curto e sou bom.

Mas não tente fazer tudo.

Seja um cardiologista ao invés de um clínico geral.

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Não ouça o que clientes dizem. Veja o que fazem

Essa é uma armadilha bem comum (que eu já caí muito).

Você encontra um cliente super legal, que combina com você, que tem uma boa reputação, e que compartilha bons planos para vocês (trabalhando juntos).

Quando falo bons planos, não falo daquela velha conversa de : “Vou lhe apresentar a muitos clientes…”

Falo do cliente concordar com suas ideias para o futuro.

Pois bem.

A relação se inicia e tudo é uma maravilha (como num casamento).

Mas em pouco tempo surge uma oportunidade do cliente colocar em prática uma de suas ideias e o que ele faz?

Nada.

Ele não faz o que vocês tinham combinado.

Ele não cumpre com a palavra.

“Ok. Dessa vez passa. Tem várias outras oportunidades” – Você pensa.

Passa o tempo.

Você continua fazendo seu melhor, dando o máximo… E surge uma nova oportunidade do cliente executar uma das coisas que vocês combinaram no início.

E o que ele faz dessa vez?

A mesma coisa que fez antes: Nada.

E não faz nada na próxima oportunidade. Nem na seguinte, nem na outra…

Enfim.

Porém, esse tipo de cliente normalmente adora trazer uma nova oportunidade pra ele… a qual ele quer que VOCÊ execute.

Mas mesmo depois de você ter ajudado ele com as oportunidades dele… Ele não lhe ajuda nunca.

Moral da história:

Não ouça o que eles dizem. Veja o que eles FAZEM.

Ações falam mais que palavras.